A vida é um rio
correndo sob a ponte.
correndo sob a ponte.
Às vezes, sou as águas
que se misturam,
arrastando o tempo e
modificando as margens.
Às vezes, sou a ponte,
presa em seus alicerces,
vendo o dia escoar
por entre seus pilares.
Melhor é ser o rio
e deixar-se levar
pelo curso imprevisível
do destino.
e deixar-se levar
pelo curso imprevisível
do destino.
Mesmo que seu leito
seja um torvo mistério.
Azevedo, Júnia; Menina sentada na varanda; Ed. B.L. Garnier; Rio de Janeiro
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